segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Irene e Gisele - Situação de Aprendizagem - 30/09/2013

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM
POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA

MGME - CIÊNCIAS - Grupo 2
 FABIANO JANJOPPI
GISELE PRISCILA DA SILVA
IRENE BARROS FERRAZ DE SOUZA
JOSE ROBERTO DOS SANTOS SOARES
JOSEFA BELLVER CASTANERA LAVANDEIRA
JULIANA ERIKA IGUCHI


Tema: Ser humano e Saúde
Subtema: Saúde individual e coletiva e qualidade de vida
Público alvo: 6º/ 7º, 8º anos          Idade: 10 a 14 anos.
Tempo previsto: 6 aulas
Recursos/ materiais: caneta, lápis, borracha, lápis de cor, caderno, folha de sulfite, projetor.
Conteúdos e temas:
q      Conceito de poluição;
q      Poluição atmosférica;
q      Doenças respiratórias associadas à poluição atmosférica.
Competências e Habilidades:
q      Ler e interpretar textos científicos ou notícias sobre poluição do ar;
q       Reconhecer e/ou representar, por meio de diferentes linguagens, características de locais ou ambientes poluídos;
q      Relacionar circulação de veículos à poluição atmosférica;
q      Reconhecer danos à saúde causados pela poluição atmosférica;
q      Ler e interpretar indicadores apresentados na forma de tabelas e gráficos e produzir texto descritivo;
Estratégias:
q      Leitura
q      Discussão em grupos
q      Produção de textos
q      Aula expositiva
q      Debates
q      Interpretação de textos e imagens
q      Interpretação de gráfico e mapas
Avaliação:
q      Questões dissertativas
q      Debates e discussões
q      Elaboração de textos
q      Para os alunos que não atingirem os objetivos propostos, será realizada a recuperação contínua.
q      Produção de mapas


Sondagem inicial

A sondagem inicial é extremamente importante para sabermos quais são os conhecimentos prévios do aluno em relação ao assunto. Será iniciada com uma pergunta:
O que você acha que é Poluição?
O professor pode ouvir as respostas dos alunos e pedir que a escrevam. Em seguida expõe aos alunos as imagens abaixo para que analisem:





Após a exposição das imagens o professor faz à sala duas perguntas:
1) Descreva o que você viu.
2) Qual a relação entre as imagens e a nossa saúde?
Problematização
O professor apresenta à sala um texto para leitura e análise, depois da reflexão é feita mais uma pergunta aos alunos. O propósito é confrontar aquele conhecimento prévio com o conceito propriamente dito, após uma conversa sobre as respostas do aluno e direcionamento do professor, há uma apresentação de novo texto, gráficos e imagens incitando o aluno à busca por novos saberes referentes ao assunto tratado. A apropriação por parte do professor de gêneros textuais diferentes em aula contribui para a aprendizagem satisfatória do aluno já que alguns se identificarão mais com os textos, outros com as imagens, outros com gráficos e assim por diante.



Leitura e análise de textos

POLUIÇÃO
A palavra “poluição” diz respeito à contaminação e/ou à degradação do meio ambiente; prejudicando a vida. Em geral, ela é provocada por nós, seres humanos; mas suas consequências afetam não somente as pessoas, mas toda a vida na Terra. Ela pode ser classificada em alguns tipos: poluição sonora, poluição do solo, poluição da água, poluição visual, poluição térmica e poluição atmosférica também chamada poluição do ar, neste caso vamos dar uma ênfase à poluição do ar, essa ocorre pelo aumento de gases poluentes na atmosfera, fato que prejudica a qualidade do ar podendo provocar doenças respiratórias em diversas pessoas. Além disso, dependendo do gás em questão, muitos outros problemas podem ocorrer, como o aumento da temperatura, chuvas ácidas, etc. Alguns grandes responsáveis pela poluição do ar são os escapamentos de veículos, indústrias, queimadas de florestas e incineração do lixo doméstico.
Por Mariana Araguaia, Bióloga, Especialista em Educação Ambiental - Equipe Escola Kids.·.

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Responda:


 1) Em que essas definições diferem daquela que você registrou na sondagem?





Contextualização

Interpretando uma Notícia


                         
Poluição está entre os dez fatores que mais matam no mundo

Respiração Perigosa
“Na cidade de São Paulo, por exemplo, onde 90% da poluição do ar é gerada por carros, motos e caminhões (segundo o Instituto Nacional de Análise Integrada do Risco Ambiental), estima-se que, sem o metrô, as mortes em decorrência de problemas cardiorrespiratórios aumentariam entre 9% e 14%, o que representaria um custo de US$ 18 bilhões à saúde pública do município.”
                                                                                                           Instituto Carbono Brasil.


Emissores de Poluentes





Mortalidade por emissão de poluentes
Estado de São Paulo


Após a leitura e análise de texto e gráficos os alunos responderão às questões abaixo:
RESPONDA:
1) Qual a relação entre o texto e a saúde  individual e coletiva?
2) Analisando o gráfico 1, qual o maior emissor de poluentes no Estado de São Paulo?
3) De que maneira as atitudes que tomamos podem influenciar a nossa saúde?
4)  Analisando o gráfico 2. Os aspectos apresentados podem ser modificados? Como?

O professor deve analisar as respostas e promover um bate papo e/ou debate sobre o assunto elucidando os aspectos em que percebeu alguma dificuldade dos alunos.

Busca de Dados
A busca de dados é importante para confrontar e evidenciar o que foi aprendido com as novas informações que surgirão. Neste caso, os alunos serão levados a conhecerem situações próximas de seu cotidiano, o que fará com que ele se apropriem de maneira mais elucidativa o assunto tratado.
ETAPA 1- Neste momento o professor solicitará aos alunos que formem grupos para realizarem uma pesquisa sobre a poluição atmosférica e as doenças respiratórias. Essa pesquisa poderá ser feita na própria escola utilizando a sala de informática, se isso não for possível poderá ser feita em casa ou em bibliotecas. O professor poderá formular algumas questões previamente para direcionar a pesquisa dos alunos, tornando-a mais dinâmica evitando assim “copia e cola” desnecessários.
ETAPA 2- Já de posse da pesquisa os alunos deverão fazer um levantamento de casos de doenças respiratórias em seu bairro.
ETAPA 3- De posse dos dados o professor orientará os alunos para construírem gráficos com os resultados obtidos, em seguida abre uma discussão relacionando as doenças respiratórias à poluição atmosférica.
Sugestões:
1) Qual a doença respiratória predominante em seu bairro?
2) Como esse quadro poderia ser modificado?

Após discussão o professor poderá compartilhar com os alunos a música de Rafael Charrete: Poluição do ar, para que analisem propondo nova discussão.

Poluição do Ar

Poluição do Ar (voz e violão) - Rafael Sales (Charrete) e Elias Dija
Você já parou pra imaginar
O que polui o nosso ar?
Em nossa cidade
Ao nosso redor
Em todo instante você pode encontrar
A fumaça e os gases liberados pelas fabricas
E os automóveis
A queima do lixo em incineradores
Dos hospitais
Os incêndios na floresta
Na mata e na selva
Também provocam
Tudo isso é combustão
E poluição do ar
A poeira que sai do chão
Nas ruas não asfaltadas
E sem calçadão
Os gases que saem dos esgotos
Das fossas mal cuidadas
De restos de animais
E de plantas em decomposição
Tudo isso é poluição
poluição do ar

Avaliação
Pede-se ao aluno que analise a imagem (abaixo). Lembre-se a imagem abre um leque de possibilidades e pode ser utilizada de várias maneiras, impressa em folhas de sulfite, visualizada pelo computador ou projetor etc. São várias as possibilidades de avaliação, segue algumas: Carta, produção de um novo desenho (como deveria ser a realidade das cidades), Produção de texto (solucionando os problemas apresentados), produção de história em quadrinhos (HQs) etc.

Sugestão: Analise a imagem e produza uma carta aos moradores de uma cidade que vive a situação apresentada.


Recuperação
Em todas as aulas o professor deve estar atento à participação e desenvolvimento do aluno, fazendo suas devidas interferências e mediações, podendo ser bate papos, pesquisas, leitura de imagens como já propostos aqui. Uma sugestão que pode ser bem interessante de posse dos dados colhidos pelos alunos em seus bairros seria a apresentação de um mapa.
Sugestão:
O professor propõe ao aluno a elaboração de um mapa da região pesquisada para serem apontados os itens que prejudicam a saúde levando às doenças respiratórias. (pode ser utilizado o google maps para aquisição do mapa).


Bibliografia
Currículo do Estado de São Paulo – Ciências da Natureza e Suas Tecnologias;
Caderno do Professor – 7ºano/6ª série – volume 3;

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Leitura no mundo de hoje

                    Discutindo a leitura

Há muitos incentivos à leitura hoje, pois existem textos em todas as disciplinas, biblioteca a disposição e informática.Se para alguns não surgiu efeito imediato, ele será lembrado futuramente. Quando tiverem mais idade e consciência poderão até se achar semi-analfabetos como me sinto em informática.
Com as novas tecnologias já ajudou e muito, pois esses adolescentes há tempos se comunicam entre si, outros desfrutam melhor fazendo pesquisas, lendo livros,etc.

por José Roberto dos Santos Soares

Além das expectativas


Vivendo Ciências

Como professora tive momentos gratificantes, onde pude satisfazer meus anseios em visualizar o sucesso expresso por meus alunos, como este que ocorreu com uma 6 série, da Escola Iracema Crem, onde eu trabalhava.
Haveria uma excursão ao jardim Zoológico, então propusemos que os alunos tirassem algumas fotos para que estas fossem expostas nos painéis da escola. Fomos ao zoológico, e uma das cenas mais engraçadas foi quando um aluno disse que bicho é esse que tem tantos olhos?, e os outros lunos que estavam próximos começaram a rir e o aluno que fizera a pergunta anteriormente ficou sem graça, quando verificou que o que vira não eram olhos e sim a plumagem de um pavão; outa coisa curiosa foi verificar o real tamanho de um pica-pau, pois a amioria dos alunos pensava que o pica pau fosse maior do que é, e assim foram constatando e descobrindo através de situações reais, vivenciadas.
Na semana seguinte, ocorreu a exposição de fotos, tão esperada e para minha surpresa os alunos agruparam as fotos em diversos painéis, classificando os diferentes animais em reinos e, como se isso não bastasse, ao lado de cada foto colocaram informações como: nome cientifico do animal, tempo de gestação, habitat natural, etc. Foi incrível!, pois todos os alunos da escola liam com interesse e curiosidade as informações contidas e igualmente deliciaram-se com as imagens obtidas nas fotos.

por JOSEFA BELLVER CASTANERA LAVANDEIRA

Depoimento - leitura e escrita

O meu depoimento da leitura e a escrita, foi com os incentivos de meus familiares, meu irmão e meus primos, que são estudiosos, pode ser que houve ou não alguma professora, mas eu não lembro muito bem, sempre apresentei dificuldades em ler e escrever, principalmente porque desde criança aprendi outros idiomas, primeiro o japonês e depois o inglês e só então ao entrar na pré escola (Educação Infantil) fui aprendendo o português, da mesma forma fui alfabetizada pela cartilha “ Caminho Suave”, e posso dizer que eu aprendi, pois só se aprende quando levamos o aprendizado para fora dos muros da escola, que utilizamos em qualquer situação.
Um dos primeiros livros que eu li, após os amontoados dos “gibis da turma da Mônica”, foi o livro “ Meu pé de Laranja lima”, e assim foi entre vários outros livros, e durante os depoimentos de pessoas famosas como Danuza Leão, onde me identifiquei, “leio de tudo, até mesmo uma bula de remédio”, ou mesmo como Rubem Alves, em que eu fico sem palavras diante de suas obras, com palavras sábias, linguajar refinado, quando diz “ e se escrevo é na esperança a ser devorado pelos leitores”, isso me emociona, e é uma inspiração para todos nós. E lembrei, de quando eu estava no colégio nas aulas de Literatura, com as mais diversas obras de Luís de Camões, Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes, passei a minha adolescência a viajar, a sonhar nas palavras, seus significados e a intensidade dos versos e poemas.
Como também Antonio Cândido  que a “ leitura é uma forma de humanização, um exercício de reflexão, aquisição do saber, a boa disposição para com o próximo”, e é aí, a importância da leitura, formar seres críticos, capazes de ler entrelinhas é necessário interpretar os conteúdos e atribuir-lhes significado.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Mundos emprestados - Experiências iniciais com a leitura

Me lembro que em meus anos iniciais no ensino fundamental, a professora sempre tinha algum livro diferente consigo, e ela me emprestava alguns. Todos infantis, claro. Não me lembro de nenhum dos livros que ela me emprestou, mas lembro dela ter emprestado! E aqueles empréstimos me abriam mundos diferentes, coloridos, saborosos e mágicos! Me marcou tanto, de forma bastante positiva, que hoje copio aquela atitude: algumas vezes, levo um livro qualquer junto ao meu material para a sala de aula, só pra atiçar a curiosidade dos alunos. E sempre que levo, me perguntam do que se trata, se é da escola e se posso emprestar. O último que levei foi "A origem das espécies", e emprestei-o à um aluno do 7º ano. Não que seja uma leitura fácil para um aluno da 6ª série, mas como se trata de conteúdo que trabalhamos em aula, ele pode compreender o conceito geral. Além de estimular (assim como aconteceu comigo) o gosto pela leitura, claro!

Reflexões - leitura no ensino de Ciências

Leitura X tecnologia

Não dá pra ficarmos alheios a isso, a tecnologia está em todos os lugares, e os mais jovens manifestam uma total inserção nesse mundo, não tem como o professor a essa altura só pensar em lousa e giz. Através da própria internet podemos conhecer o mundo, outras culturas etc. Quem disse que ao mostrarmos um vídeo aquilo não vai instigar a curiosidade do aluno e derrepente poderá fazer com que ele pesquise mais sobre o assunto? Como muitos colegas já disseram, os alunos de hoje passam boa parte do dia na internet, mas ela tem muita coisa boa, muita informação. Hoje em dia a escola acaba tendo o papel de direcionar esse conhecimento e contribuir para que ele se amplie. Eu por exemplo sou mais uma amante da tecnologia e não consigo imaginar algumas coisas que faço no meu dia sem ela, um outro dia o GPS me quebrou um galho, o google quebra o galho "todos os dias"... Ou nos associamos à ela e vemos o que se pode aproveitar, ou nos colocamos no lugar de reféns e engrossamos a fila daqueles que podem vir a ser excluídos dessa sociedade digital.

  •  Família e Escola
Muitas vezes a família e a escola podem ser portas para desvendar e compreender além do que já sabemos, através da leitura conhecemos mundos novos, aventuras e possibilidades.

  • Incentivo à leitura
Acredito que haja incentivo à leitura por parte dos professores, a dificuldade que muitas vezes enfrentamos é fazer com que essa leitura ultrapasse os muros da escola. Em relação à tecnologia em ciências, fico feliz em dizer que através do software Stellarium e das imagens do nascimento de estrelas (vídeo) utilizados nas aulas de ciências, a astronomia conquistou "novos corações", inclusive o meu. Alguns alunos passaram a pesquisar o assunto, ler mais sobre ele, e é claro tinham mil perguntas por aula...foi um grupo pequeno, mas bem válido pra mim. Acredito que é importante hoje em dia aliar os recursos didáticos que já utilizamos aos aparatos tecnológicos, esse é o novo mundo, o mundo em que nós e nossos alunos estão inseridos, temos que nos atualizar. É claro que muitas vezes os recursos tecnológicos na escola podem ser escassos e nesse caso o trabalho é dificultado e aí temos que "matar mais um leão".

Discutindo leitura em Ciências

  • Incentivo pela leitura

    Incentivo, por parte dos educadores, acredito que sempre há...Mas acredito que a dificuldade maior está em "convencer" o aluno de que é muito melhor e mais construtivo para ele ler um livro (ou qualquer outro tipo de literatura) a ficar horas e mais horas na internet (Face, Orkut, jogos online etc.). Outra dificuldade está nos jogos de console (videogames). Antes, a magia e a fantasia encontravam-se nos livros, gibis, contos, fábulas (cantadas, mas principalmente, lidas)...Mas hoje, essa fantasia e magia encontram-se mais vivos, mais reais, mais interativos, exatamente nos games e na internet.
    Desta forma, acredito que as tecnologias influenciam e muito no hábito e no interesse da leitura e, como consequência, na escrita e na interpretação de textos.
    Até "linguagem" nova se aceita e se desenvolve no campo virtual. E não ocorre abreviações, mas sim, uma linguagem própria e dinâmica...O desafio é separar a linguagem virtual da linguagem formal ou escrita.
Em muitos trabalhos ou avaliações, presenciamos a mistura, a mescla dessas linguagens virtual com a formal. Dificultando, ainda mais, o nosso trabalho em sala de aula.

  • Tecnologia x sala de aula

    Sou completamente a favor da tecnologia, acredito sempre na construção e no aperfeiçoamento, mas o nosso real e verdadeiro desafio é conciliar os conteúdos com as novas tecnologias e acrescento, ainda, uma pitadinha (ou pitadona - risos) de falta de motivação e interesse dos educandos. Associada com uma baixa perspectivas para o próprio futuro.
    Além desta competição entre a tecnologia e o dia-a-dia da sala de aula, a falta de visão do futuro, por parte dos educandos, é mais uma fator dificultador nosso... Desafios não faltam! (risos).

  • Leitura de jogos x Leitura de textos

    Outro problema é: "será que os educandos identificam que a leitura do jogo é a mesma em qualquer outro lugar (no que diz respeito a interpretar). Pede-se para ler o jogo, "talvez" consigam ler...Mas coloca-se o mesmo texto no caderno, geralmente, o educando diz..."Não sei", sem nem ao menos tentar!! Como na matemática...Não sei fazer conta nenhuma, mas dê dinheiro que eles compram o que querem e se você errar no troco, eles reclamam...será que não sabem fazer conta ou não querem fazer...



Minhas memórias

Irene

Motivação pela leitura

Minhas memórias


    Quanto à leitura, fui motivada pelo exemplo da minha mãe...Que até hoje faz as suas leituras.
     Lembro que meus primeiros "livros" foram passatempo e gibis, principalmente a da Turma da Mônica. Comecei, por tanto, com literatura infantil.
     Hoje, aprecio literatura mais romântica. Mas também estou apreciando as de conteúdo espírita. No momento, não tenho mais tanta tempo para me dedicar à leitura de livros, mas espero em breve (uns 5 anos - rs), retornar ao mundo da imaginação e da "fantasia real".


Minhas memórias

Gisele

Aprendendo a ler 

Minhas memórias

  Sou a terceira filha de um casal com cinco filhos, fui a primeira vez à escola com seis anos de idade (pré), mas os livros sempre fizeram parte da minha vida.
  Meu pai era metalúrgico e minha mãe naquele momento era dona de casa, nada disso impediu que tivéssemos uma grande estante cheia de enciclopédias, mapas, dicionários, e muitos, muitos outros livros. Naquela época minha mãe aspirava voltar a estudar, e estava sempre lendo alguma coisa ou escrevendo, ela comprava livros de contos de fadas e histórias bíblicas pra nós, mesmo antes de aprendermos a ler. Quando a noite chegava, desligávamos a televisão e aquelas histórias dos livros ganhavam vida através da voz de minha mãe. Meu pai não era diferente, sempre que voltava de trem para casa nos trazia livrinhos para colorir, e mais histórias para ler, adorávamos!
  Do início da minha fase escolar, lembro-me de um caderno de brochura cheio de ondinhas, bolinhas, tracinhos e as tão preciosas letras.  No pré, havia uma menina em minha sala que já sabia ler e escrever, diferente de mim. Um dia, a meu pedido, ela escreveu o meu nome na lousa, eu o achei lindo! parecia mágica.  
    Não me lembro em que momento comecei a ler ou escrever, mas guardo com carinho em minha memória os personagens dessa história. Dona Therezinha, uma senhorinha baixa de cabelos grisalhos e fala mansa, aquela mulher me ajudou a descobrir o prazer em ler. Todos os dias antes de bater o sinal de saída da escola, ela lia trechos de histórias infantis para a classe. Até hoje me recordo de quando ela contou para os alunos a história de “cachinhos dourados”, que maravilha! Ela nos fazia viajar naquelas histórias. A professora Therezinha tinha uma coleção de livros com capas que brilhavam e mudavam de cor, era tudo muito especial. Que saudade!
  Nos demais anos escolares eu já contava com a presença de uma professora em casa, minha mãe, que já havia voltado a estudar e tinha se formando em Estudos sociais, nessa época ela começara a lecionar história e geografia. Hoje sei que ela ajudou a consolidar em mim e em meus irmãos o prazer e também a necessidade de ler, para entender, para aprender e conhecer.
Para mim, a família e a escola foram portas para desvendar e compreender além do que eu já sabia, eles me ajudaram a descobrir um novo mundo, cheio de aventuras e possibilidades.